Precisamos conversar

Não espere o bebê nascer, a gestação é um ótimo momento para romper com o tabu e começar a dialogar sobre dinheiro em família.

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O tempo está passando, a barriga já aparece, já se percebem os movimentos do bebê, ele (ou ela) já tem até nome, os móveis começam a chegar, enfim, parece que tudo está bem encaminhado para receber com alegria esse pequeno ser que vai mudar sua vida para sempre... exceto por um detalhe: a família ainda não se reuniu para conversar sobre as finanças.

O dinheiro ainda é considerado tabu em nossa sociedade. É comum que as famílias evitem conversar sobre ele pois cada pessoa tem prioridades, valores e visões diferentes que entram em conflito quando se toca nesse assunto. Para evitar discussões e brigas, as famílias escolhem se calar a respeito.

Quando tudo caminha bem, o dinheiro entra constantemente e a família consegue realizar seus sonhos e planos, a falta de diálogo não atrapalha tanto. Mas quando acontece uma crise, um imprevisto ou uma mudança muito radical nas contas familiares, aquele assunto que ficou enterrado volta à tona em forma de cobranças e sérias acusações.

Sabemos que a chegada de um bebê, por mais esperado que seja, traz uma série de mudanças e novas prioridades. Talvez o irmão mais velho precise abrir mão de sonhos individuais por um tempo para acolher as exigências e gastos do bebê. É possível que aquela viagem tão sonhada tenha que esperar outro momento. Talvez a família precise cortar gastos ou trabalhar mais para garantir o sustento de todos. Nessas situações, vale o velho ditado “conversando a gente se entende”.

Aqui vai uma dica de ouro para trazer mais harmonia a essa conversa: Fale sempre a partir de você, evite acusar ou apontar as falhas do outro. Use expressões como “eu me sinto”, “eu penso”, “eu acredito”. Em vez de dizer “você não liga para nosso filho” quando seu parceiro fizer uma compra não programada e deixar de poupar dinheiro para o enxoval, diga “quando você usa o dinheiro que seria para nosso filho para comprar outra coisa, eu sinto que nosso sonho não é uma prioridade para você. Estou entendendo corretamente?”. Notou a diferença?

Sejam quais forem as decisões tomadas nesse novo ciclo, é fundamental conversar sobre elas com sinceridade e amor, avaliando quais serão os impactos dessa chegada para todos os envolvidos, de todas as idades e parentescos. Com diálogo, a família ficará mais forte para lidar com a nova situação.

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