Mamãe eu quero!

Sugestões de palavras e atitudes mágicas para criar seu filho com mais educação financeira, antes mesmo que ele entenda o valor do dinheiro.

9 a 12 meses

Finanças

Agora que seu bebê está maiorzinho, começa a manifestar desejos com mais intensidade. Em breve irá pedir tudo que vir pela frente, sem filtros ou limites. Crianças são verdadeiras esponjas, vulneráveis a todos os apelos da mídia, da publicidade e do consumo.

Enquanto a regulamentação da propaganda dirigida às crianças ainda engatinha no Brasil, outros países simplesmente proíbem qualquer anúncio direcionado ao público com menos de 12 anos. Essa regra tem uma razão muito simples: crianças não têm maturidade para discernir entre o mundo real e a fantasia. Acreditam nos efeitos especiais e sedutores da propaganda e se tornam insaciáveis.

De tão fofas e irresistíveis, as crianças seduzem os pais, avós e todos ao redor para satisfazer suas vontades, transformando-se em consumidores vorazes que influenciam as decisões econômicas de toda a família, contribuindo para seu endividamento.

Por isso é tão importante começar bem cedo a educação financeira das crianças. Não estamos falando de explicar o funcionamento do dinheiro, das cédulas e das moedas. Essa informação será inútil a um bebê ou criança com até os cinco anos. O assunto aqui é limite.

Quanto mais cedo seu filho começar a ouvir a palavra não e aprender que os recursos financeiros, naturais e pessoais são limitados, mais cedo desenvolverá habilidades necessárias para gerir os recursos de forma racional e planejada. Aqui vão algumas indicações para iniciá-lo na educação financeira:

  • Aprenda a dizer não: Por mais dinheiro que você tenha para comprar o que ele quer, escolha os momentos para lhe presentear. Nos demais, diga “não posso comprar, não tenho dinheiro para isso”.
  • Treine a escolha: A criança vai ao supermercado e enche o carrinho com tudo que vê na gôndola? Limite as opções dela, diga para ela escolher um ou outro item, indique a ela que pode escolher até dois itens, mas deve devolver os outros.
  • Seja a memória dela: Crianças têm noção de tempo diferente, não se lembram do que fizeram no dia anterior. Faça isso por ela, quando ela pedir algo novo recorde-a: “Compramos um parecido ontem, você se lembra? Já gastamos o dinheiro, agora não tem mais”.
  • Ensine a evitar o desperdício: Dinheiro é apenas um dos recursos que nos rodeiam, mas não é o único. Água, comida, luz são recursos concretos que devem ser economizados. Ensinar a criança a reservar um doce para mais tarde, desligar a luz quando sair do ambiente, cuidar de seus brinquedos para que não estraguem e economizar a água do banho, também são formas de lhe transmitir educação financeira. A mesma atitude de economia e redução do desperdício que ela desenvolver com seus pertences, será transferida ao dinheiro, quando ela o tiver.

Aproveite essas indicações para contribuir para um futuro mais sustentável para você, sua família e o planeta.

 

Para saber mais

Para conhecer mais sobre a regulamentação da publicidade infantil, acesse o Instituto Alana

Artigos Relacionados

Investimentos garantindo o futuro do bebê

Da previdência privada às ações, do Tesouro Direto à caderneta, conheça as opções de investimentos que podemos encontrar no mercado

A lista de feira e supermercado

A família pode fazer compras semanais de frutas e legumes, buscando o melhor preço da região

Aconchego para o bebê, o bolso e o planeta

Veja sugestões para montar o cantinho do bebê gastando pouco e consumindo de forma consciente.