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Editorial

Sabedoria, ciência e afeto a favor da vida

Imagine, apenas por um momento, que às 3 horas da próxima madrugada você teria a oportunidade de assistir ao espetáculo inédito de criação do universo: a formação do cosmo, ou pelo menos de nossa galáxia, com seus 100 bilhões de estrelas, a partir do nada! Você certamente ficaria acordada(o), não?  Pois algo tão grandioso e complexo está acontecendo neste momento no seu interior (se você for a mãe), aí exatamente ao seu lado (se você for o pai) ou muito próximo de você (se for integrante da família). Você não vai deixar essa oportunidade passar despercebida, não?

E não é só isso! Além de poder acompanhar de perto esse processo incrível da criação, você tem a oportunidade incomum de interferir, colaborar e influenciá-lo positivamente. Certamente você não irá perder essa oportunidade, não?

Essa fantástica, surpreendente e complexa história tem início com a fecundação. A maior célula do corpo humano (o óvulo) é penetrada por um, apenas um, dos 350 milhões de espermatozoides (a menor célula do corpo humano) que são liberados, em média, em uma ejaculação.  O encontro dá origem ao zigoto – a primeira célula do novo ser humano em construção. Essa célula única começa a se dividir de forma exponencial dando, ao final, origem às 10 trilhões de células que nos constituem e que darão origem a cerca de 30 órgãos (coração, pulmões, rins, cérebro, etc.) agrupados em 11 sistemas diferentes (sistema nervoso, circulatório, respiratório, etc).

Desses sistemas e órgãos, os de maior complexidade são, sem dúvida, o sistema nervoso e o cérebro. Considerados, até hoje, os objetos mais complexos, delicados e sofisticados do nosso universo, eles iniciam a sua diferenciação, respectivamente, já na terceira e quarta semana de vida intrauterina.

Quem olha um bebezinho recém-nascido talvez não consiga reconhecer as habilidades e competências que se escondem por trás dessa aparência frágil e dependente.  E elas começam, como você já sabe, ainda dentro do útero!  Em torno da vigésima semana de gestação, por exemplo,o bebê já demonstra capacidade de aprendizado: consegue distinguir a voz de sua mãe dentre todas as outras. Ao nascer, seu cérebro apresenta cerca de 90 bilhões de neurônios, prontos a fazer conexões entre si(as chamadas sinapses) e estabelecer uma incrível rede de informações, fundamental para o seu desenvolvimento.

Graças a essas conexões, ao longo do primeiro ano de vida o cérebro de um bebê triplica de tamanho. E, em torno dos dois anos de idade, apresenta o dobro de conexões cerebrais em comparação ao cérebro de um adulto. Mas apenas se receber os estímulos adequados.  Tal como uma planta que precisa de luz e nutrientes para crescer, o cérebro de um bebê só alcançará o seu máximo potencialse receber cuidados, atenção e proteção que vão muito além da alimentação e da troca de fraldas.

Pesquisa realizada pela Baylor College of Medicine, dos Estados Unidos, constatou que crianças que brincam pouco e recebem pouco afeto têm o cérebro de 20% a 30% menor do que aquelas que são bem cuidadas e amadas por seus pais. E as consequências dessa diferença repercutirão por toda a vida.

Estudos como esse demonstram a importância da chamada “primeira infância”, que vaido nascimento aos seis anos de idade.“É na primeira infância que se formam os alicerces de todas as demais competências que a criança vai utilizar durante a vida inteira”, explica o médico neurocientista, clínico e psicoterapeutaJoão Augusto Figueiró.  Ou seja, essa é a fase mais importante para o desenvolvimento cerebral que permitirá à criançaser capaz de aprender a ler e escrever, relacionar-se consigo mesma e com as outras pessoas, desenvolver autonomia, alcançar maturidade e crescer feliz.

E graças a estudos mais recentes, hoje já existe um novo conceito: a chamada “primeiríssima infância”. Essa começa antes mesmo do nascimento, pois existem fatores de risco e de proteção que antecedem a gravidez. O modo de vida dos pais – padrão de alimentação, doenças existentes, hábitos de vida, existência de vícios e, até, a vontade de ter ou não um filho – influenciam decisivamente na qualidade de vida de cada um de nós e determinarão o sucesso que cada um de nós terá nas várias dimensões da vida humana. Quanta responsabilidade, não? E, ao mesmo tempo, que fantástica oportunidade!

Por isso, se você está pensando em ter um bebê ou se ele já nasceu e está ainda na primeiríssima infância, saiba que pode contribuir muito para que ele venha a ter um bom desenvolvimento até a fase adulta.  O conhecimento conquistado pela ciência, associado ao vínculo de amor que unem os bebês e seus pais resultam numa poderosa força positiva a favor da vida.